março 21, 2012

Gilmelãndia


Filha de Joana D’Arc Palmeira e Orlando dos Santos, Gilmelândia Palmeira dos Santos nasceu na cidade de Salvador, capital da Bahia. Seu nome é uma junção de Jumelândia, homenagem a uma amiga de sua mãe, com Gil, referente à Barra do Gil, praia da Ilha de Itaparica, onde seus pais passaram a lua-de-mel, tendo como irmãos Angstron (Tom), Celsius e Flávia. Apesar de ter passado por uma infância pobre, tendo uma família humilde, Gil sempre nutriu o sonho de ser artista, mesmo contra a vontade da mãe que, segundo a cantora, lhe dava surras de caçarola para que desistisse do sonho.Na adolescencia começou a fazer serviços domésticos em Brotas, bairro de classe média de Salvador, sendo que na mesma época se formou no magistério e se tornou professora.
Em 1990, aos 15 anos, uma vizinha lhe apresentou o músico Tom Caldas, após ouvir Gil cantar diversas vezes, sendo que o cantor se tornou seu parceiro musical e futuramente namorado. Ainda com o impedimento da família, que temia o envolvimento da cantora com bebidas e drogas, Gil passou a cantar escondida em bares e festivais junto com Tom, fugindo de casa para se apresentar. A dupla tinha apenas um equipamento de som que carregavam e instalavam. Conciliando com a dupla, Gil integrou outras bandas como Pinote, Jóia (banda) e Laranja Mecânica. Em 1997 se separou da dupla com Tom Caldas, encerrando sua carreira independente em um último show Lagoa do Abaeté, após assinar com a Universal Music para ser a nova vocalista da Banda Beijo. Em 1998 Marquinhos Carvalho, backing vocal do cantor Netinho ouviu uma fita K-7 de Gil gravada independente e levou para o cantor, que procurava um novo vocal para a Banda Beijo, grupo que tinha saido em 1992 para seguir carreira solo e estava parado desde então sem um vocalista ou gravação de álbuns.
Após contatar Gilmelândia e assinarem com a Universal Music para lança-la como a nova cantora da Banda Beijo, a gravadora lhe sugeriu que usasse como nome artístico apenas Gil, para melhor compreendimento do público. A cantora passou por nove meses de preparação de canto e dança, além de emagrecer dez quilos e cortar os cabelos longos em forma de cocós (birotes amarrados com fios de arame). O guarda-roupas passou também por uma transformação, trocando os vestidos colados por calças folgadas, aderindo ainda tatuagens de henna e piercing, compondo um visual andrógino, inspirado na juventude londrina, tendo o novo visual assinado pelo estilista gaúcho Miguel Carvalho.
Ainda em 1998 a Banda Beijo lança seu primeiro álbum com Gil nos vocais, o Banda Beijo Ao Vivo em balado pela canção "Peraê", que rapidamente alcançou o primeiro lugar no Hot 100 Brasil, sendo que em outubro a banda estreia sua primeira turnê com a nova formação no Rio de Janeiro. Nessa época Gil ficou marcada pela frase "Não é Banda Beijo? Então tem que ter beijo", incentivando as pessoas a se beijarem no show enquanto cantava o sucesso "Beijo Na Boca", canção dos tempos de Netinho como vocalista.Em 1999 a banda lança seu segundo álbum com a cantora, intitulado Meu Nome é Gil e, em 2000 lança o terceiro e último álbum com Gil como vocalista, embalado pelo sucesso "Bate Lata", antes da cantora deixar a banda para seguir carreira solo, aconselhada por seu empresário e pelo cantor Netinho
Em 2001 Gil lança seu primeiro álbum solo, Me Beija, saindo logo com o primeiro single estourado em todo Brasil, a canção "Maionese", alcançando o primeiro lugar no Hot 100 Brasil e tornando-se uma das canções mais executadas do ano. Em 2002, menos de um ano depois, lança o segundo álbum, Movimento, tendo como maior sucesso do álbum a canção "Miau", sendo que as vendas do álbum estiveram muito abaixo do primeiro e, em 2003 a cantora lança seu primeiro álbum ao vivo, trazendo uma releitura da canção "Você Não Me Ensinou a Te Esquecer".
Em 2005 voltou ao cenário musical embalada pela canção "Chegou o Verão", presente no álbum O Canto da Sereia. Quatro anos depois, em 2009, Gil lança um álbum promocional, Dominado, último trabalho lançado antes da cantora dedicar-se aos vocais da banda Vixe Mainha a partir daquele ano.

Praia de Ondina (Salvador)

Ondina é um dos bairros da chamada área nobre de Salvador, capital do estado brasileiro da Bahia. É caracterizado por abrigar luxuosos hotéis, além do campus da Universidade Federal da Bahia. Possui ainda o zoológico da cidade, a Estação Meteorológica e o Palácio do Governador. Este último está localizado no Alto de Ondina, elevação que é um dos atrativos do bairro.
Ondina tornou-se parte do Circuito Alternativo do Carnaval soteropolitano. Com o crescimento da festa nos últimos anos do século XX o bairro foi incorporado pela administração da cidade a fim de desafogar as áreas do Circuito tradicional, especialmente a Barra. Em Ondina também estão localizados o Instituto Pestalozzi, o Instituto Baiano de Reabilitação, várias unidades da Universidade Federal da Bahia (inclusive a Praça de Esportes) e o Hospital de Medicina Veterinária.
Vizinha da Barra, do Rio Vermelho, São Lázaro e do Jardim Apipema, o bairro é cortado pela Avenida Oceânica (paralela ao mar e que inicia no Farol da Barra) e pela Avenida Anita Garibaldi. Ambas são interligadas pela Rua Ondina, via que dá acesso ao Parque Zoobotânico de Salvador e onde está localizada a Escola de Medicina Veterinária da UFBA, o Instituto Biológico da Bahia e a EMBRAPA. Entre a rua Ondina e a Avenida Anita Garibaldi está instalado parte das principais instalações da UFBA, como a Biblioteca Central e várias Faculdades.

março 20, 2012

Margareth Menezes

Margareth Menezes (Salvador, 13 de outubro de 1962) é uma cantora, compositora, produtora, atriz e empresária brasileira ganhadora de dois troféus Caymmi, dois troféus Imprensa, quatro troféus Dodô e Osmar, além de ser indicada para o GRAMMY Awards e GRAMMY Latino. Conhecida por interpretar a canção "Dandalunda", a cantora soma 21 turnês mundiais, e é considerada pelo jornal estadunidense Los Angeles Times, como a "Aretha Franklin brasileira". Ainda pequena, Margareth, começou a cantar no coral da igreja local e, após conhecer Silas Henrique inicia sua carreira artísticas, inicialmente como atriz, ganhando em 1985, o prêmio de "melhor intérprete", em "Banho de Luz". Posteriormente, a cantora começou a se envolver com a música, apresentando-se em bares da cidade, até que é ovacionada por um público de 1 500 pessoas pessoas, ao lado da Orquestra do maestro Vivaldo da Conceição. Em 1987, grava o seu primeiro single, lançado como LP, ao lado de Djalma de Oliveira, "Faraó (Divindade do Egito)", vendendo mais de 100 mil cópias. Após isso, Menezes deu início a sua carreira bem-sucedida, lançando quatorze álbuns, sendo que dois desses, Ellegibô e Kindala, alcançaram o topo da Billboard Word Albums, enquanto Pra Você e Brasileira Ao Vivo: Uma Homenagem Ao Samba-Reggae, receberam indicações ao GRAMMY Latino e GRAMMY Awards, respectivamente.
Menezes lançou recentemente Naturalmente Acústico, álbum que mostra um lado mais pop da cantora. Ela ainda lidera o movimento "Afropop Brasileiro", que visa preservar e promover a cultura afro-brasileira, e criou a "Fábrica Cultural", uma organização não-governamental que ajuda crianças e adolescentes carentes. Todos os anos, a cantora leva sua trio elétrico, um dos mais tradicionais, às ruas de Salvador. Menezes nasceu em Boa Viagem, região pobre de Salvador. Filha de Dona Diva, uma costureira e doceira, que veio da Ilha de Maré, e Adelício Soares da Purificação, motorista, falecido em maio de 2009, é a mais velha de cinco irmãos e, em 1977, aos quinze anos, ganhou uma guitarra e começou a cantar no coral da Igreja da Congregação Mariana da Boa Viagem, em Salvador.
Morava na península Itapagipana e, desde pequena, foi cercada pelo conjunto histórico da cidade de Salvador, como Igreja de Nosso Senhor do Bonfim, e recebeu forte influência artística da própria família, pois, a mãe gostava muito de samba de roda e, os eventos na Ilha da Maré eram realizados na casa da avó da cantora, que desempenhava um papel de "produtora cultural". Em 1980, a cantora conheceu o músico e compositor Silas Henrique, com quem iniciou sua carreira de atriz, apresentando-se com a peça "Ser ou Não Ser Gente", no Teatro Vila Velha, em Salvador. No ano seguinte, estreia a peça "Máscaras", de Menotti Del Picchia, sob a direção de Reinaldo Nunes. Posteriormente, atua na peça do teatrólogo russo Nikolai Gogol, "Inspetor Geral", que contou com a direção de Paulo Conde e a participação do grupo "Troca de Segredos em Geral" e ficou um ano em cartaz. Três anos depois, o grupo teatral, ao lado de Menezes, montou uma lona de circo na Praia de Ondina, esse espaço cultural ficou conhecido como circo "Troca de Segredos". O local abrigou apresentação de peças teatrais, adultos e infantis, além de receber apresentação de grupos musicais dos mais diversos gêneros. Paralelamente a sua carreira de atriz, Margareth Menezes, começa a se apresentar em bares da cidade, sem pretenções de se tornar uma grande cantora. Ao lado da Orquestra do maestro Vivaldo da Conceição, apresentou-se para um público de 1 500 pessoas, sendo ovacionada pela primeira vez. É então, que passa a se apresentar, ao lado de Silas Henrique, nos "Centros Sociais Urbanos", espaço onde as comunidades participam de ações socioeducativas e projetos de fortalecimento da cidadania e desenvolvimento social. Margareth Menezes participou da elaboração e idealização da peça "O Menino Maluquinho", de Ziraldo. A atriz ficou responsável por operar o som e por gerenciar a técnica vocal. Isso, deu à baiana mais intimidade com a música, fazendo com que ela recebesse o convite para se apresentar em São Paulo com a peça "Colagens e Bobagens", em 1985. "Banho de Luz", foi o primeiro espetáculo solo de Margareth Menezes, que também participou da produção e direção, ao lado de Silas Henrique; a façanha rendeu um Troféu Caymmi de "melhor intérprete" para Margareth Menezes. Em 1987, "Beijo de Flor", recebeu um Troféu Caymmi de "melhor show do ano".
Após o lançamento de seu primeiro single, Margareth Menezes assinou um contrato com a gravadora PolyGram do Brasil, que lança seu primeiro álbum auto-intitulado, em novembro de 1988. O registro fonográfico rendeu dois troféus Imprensa de "melhor disco" e "melhor cantora", contando com uma turnê que percorreu o Brasil e a Argentina, onde Margareth já havia se apresentou anteriormente. A canção "Elegibô (Uma História de Ifá)", de Rey Zulu e Ythamar Tropicália, se tornou uma das principais canções do álbum e, da carreira da cantora, sendo que posteriormente, Menezes lançou um álbum intitulado Ellegibô. Em 1989, dá início à criação e desenvolvimento de seu segundo álbum, Um Canto Pra Subir. Enquanto isso, a baiana apresenta-se ao lado de Gilberto Gil e Dominguinhos, em uma série de espetáculos através do projeto "Bast Chrome Music", dirigido por Milton Nascimento e por Gil. Por volta de 1990, Menezes assina um contrato com a gravadora estadunidense Mango/Island Records, com o objetivo de lançar um álbum nos Estados Unidos, Canadá e México, onde já havia se apresentado com certa regularidade, sendo convidada por David Byrne, líder do grupo Talking Heads, para fazer o espetáculo de abertura de sua turnê mundial, além de fazer participações especiais. No Brasil, a cantora lança Um Canto Pra Subir, que contou com a produção e arranjos de Ramiro Musotto e Pedro Giorlandinni. A canção "Ifá (Um Canto Pra Subir)", foi destaque do álbum, sendo que foi dessa faixa que retirou-se o nome do álbum. Menezes já se apresentou ao lado de grandes cantores brasileiros e internacionais como Marisa Monte, Carlinhos Brown, Jimmy Cliff e entre outros. A convite do diretor cinematrográfico estadunidense Zalman King, a cantora fez parte da trilha sonora do filme Orquídea Selvagem, estrelada por Mickey Rourke e Jacqueline Bisset. Enquanto que, no Brasil, ela grava o videoclipe de "Ifá (Um Canto Pra Subir)", para o programa "Fantástico", da Rede Globo, voltando, posteriormente, a continuar sua turnê pela América do Sul, América do Norte, sul dos Estados Unidos, Finlândia e Rússia (na época União Soviética), ao lado de David Byrne. Depois de percorrer o mundo em turnês, solos ou ao lado de David Byrne, Menezes "estacionou-se" no Brasil para dar início a produção de mais um álbum. Luz Dourada, chegou às lojas do Brasil em 1993, através da PolyGram, e levou a cantora para a Inglaterra, Itália e Argentina, com uma turnê diferente das demais, agora, Menezes apresentava um espetáculo mais acústico, contando apenas com um violão e uma percussão. Com o fim do contrato com a gravadora, a baiana continuou a realizar espetáculos pelo país, além de apresentar-se no tradicional Carnaval na Bahia, em seu próprio trio elétrico. O álbum, Luz Dourada, vendeu mais de duas mil cópias em apenas dois meses de lançamento na Suíça. Rapidamente, foi contrata pela Continental e, lança o álbum Gente de Festa, que conta com a participação de Maria Bethânia e Caetano Veloso. Através de sua produtora, "MM Produções Artísticas", a cantora realiza mais uma turnê internacional que a levou para a Europa, mas, a fez regressar ao Brasil devido ao carnaval. O trio elétrico de Menezes fora projetado por Bel Barbosa artista plástico baiano, exclusivamente para a apresentação. Todos os anos, a baiana é destaque no carnaval de Salvador, tendo comandado, além de seu próprio trio, inúmeros outros blocos, como o "Bloco da Cidade", idealizado pela prefeitura de Salvador em homenagem ao artista Jorge Amado, que ao lado de Gilberto Gil e Caetano Veloso, marcaram grande momento do Carnaval de 1996. Menezes apresentou-se no "Bahia com H", recebendo vários artistas nacionais e internacionais, como, Jimmy Page e Ron Wood, que vieram ao Brasil prestigiar a cantora. Em 1997, Margareth participou do "Ópera Lídia de Oxum", evento ao ar livre dirigido pelo autor, poeta e letrista Ildásio Tavares, que contou com a presença de 20 mil pessoas. Ao lado de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Tom Zé, Gal Costa, Daniela Mercury, Araketu, entre outros intérpretes e bandas, lança a coletânea Tropicália: 30 anos, onde gravou "Domingo no Parque", de Gil. No ano seguinte, ela produz a "Noite MPB", uma série de apresentações de artistas brasileiros e, no mesmo ano, inicia mais uma turnê internacional passando por doze países. A convite de Gil, Menezes participa do "Festival Percurssivo Perc Pan", em 2000, onde canta, pela primeira vez, ao lado de Ivete Sangalo e Daniela Mercury.
Durante cinco anos, a cantora esteve sem gravadora, foi então, que resolveu criar seu próprio selo, "Estrela do Mar" e sob a produção de Carlinhos Brown e Alê Siqueira, é lançado o álbum Afropopbrasileiro. Ele conta com onze faixas, entre elas uma das principais canções da carreira de Margareth Menezes, "Dandalunda", que fora composta por Brown e considerada a melhor música do carnaval de 2001, rendeu à cantora um Troféu Dodô e Osmar, em 2003, de "melhor música" e de "melhor cantora do carnaval baiano do ano". O projeto ainda contou com a participação de Lenine e composições de Zeca Baleiro, Paulo César Pinheiro e da própria Margareth. Ainda em 2001, a cantora participa do álbum dos Tribalistas, interpretando a canção "Passe em Casa", de sua autoria em parceria com Marisa Monte, Carlinhos Brown e Arnaldo Antunes[5]. A coletânea Do Lundo ao Axé: 100 Anos de Música Baiana, contou com a participação de Menezes e de diversoso nomes da música baiana, como Gilberto Gil, Edil Pacheco, Paulinho Boca de Cantor e Carlinhos Brown, por exemplo. Ao lado do bloco-afro Ilê Aiyê, participou do encerramento da "VI Festival do Mercado Cultural da Bahia", apresentando "Missa do Rosário dos Pretos". Participou do documentário sobre o samba, "Moro no Brasil", dirigido pelo cineasta finlandês, Mika Kaurismaki. No iníco de 2002, a cantora viaja ao Timor-Leste e se apresenta em uma festival nacional de comemoração de independência do país. De volta ao Brasil, é jurada do "Prêmio Sharp", e inicia a parte de idealização de seu novo álbum, que seria lançado pela "Estrelha do Mar".
No ano seguinte, ela organizou o "Margareth Menezes Convida", um espetáculo no Canecão, Rio de Janeiro, onde recebeu as cantoras Alcione, Elba Ramalho, Ivete Sangalo e Sandra de Sá. Além disso, Menezes foi convidada para cantar ao lado de Gilberto Gil, Alcione e Toni Garrido, no Centro Cultural da Rocinha, para o lançamento do espaço. No exterior, ocorreu o lançamento de uma caixa com cinco álbuns, We Are Bahia: We Are the World of Carnaval, contendo vinte anos de axé. Margareth participou do projeto, com "Elegibô". Tete a Tete Margareth, foi lançado, sendo o primeiro álbum ao vivo da cantora, e entre os convidados estavam Carlinhos Brown e a banda Cidade Negra. O DVD foi gravado na Concha Acústica do Teatro Castro Alves, em Salvador e, reuniu mais de onze mil pessoas. O jornal Los Angeles Times, publicou uma crítica do álbum, dizendo que o evento era uma "noite brasileira em Hollywood Bowl". Mas, foi após o lançamento do Ao Vivo no Festival de Verão de Salvador, em 2004, que contou com a participação da bateria da Mangueira e de Alcione, que Margareth foi consagrada a "Aretha Franklin brasileira", pelo jornal. O álbum ainda recebeu ótimas críticas dos periódicos The New York Times e Washington Post, nos Estados Unidos, e Le Monde, na França. O DVD vendeu mais de cinquenta mil cópias e, recebeu disco de ouro no Brasil.

março 17, 2012

Daniela Mercury





Daniela Mercurynome artístico de Daniela Mercuri de Almeida (Salvador28 de julhode 1965), é uma cantoracompositoradançarinaprodutoraatriz e apresentadora de televisão brasileira. Vencedora de um Grammy Latino, por seu álbum Balé Mulato, recebeu também seis Prêmios TIM de Música, um prêmio pela APCA, três prêmios Multishow e dois prêmios pelo VMB, de melhor videoclipe e fotografia.
Daniela é considerada uma das maiores cantoras, e mais famosas de axé music, e é conhecida como a rainha deste gênero musical. Desde de 1991 até hoje, Daniela lançou diversos álbuns e singles (sendo 14 em primeiro lugar e 24 Top 10), vendendo mais de 12 milhões de discos em todo o mundo. Ela gravou um DVD comemorativo de 25 anos doCirque du Soleil e fez parte do Festival de Jazz de Montreal. Além disso, Mercury foi convidada para participar do DVD de Alejandro Sanz, e cantar com Paul McCartney, emOslo, na Noruega, durante a entrega do Prêmio Nobel da Paz.
Em 2009 a cantora lançou o seu mais recente trabalho, denominado Canibália, junto com o álbum, Daniela lançou uma turnê internacional, que até hoje, totaliza mais de 23 apresentações. O álbum gerou três singles, até agora, "Preta", com Seu Jorge, "Oyá Por Nós", com Margareth Menezes e "Sol do Sul". Neste mesmo ano, Camille Paglia, escritora e uma das mais importantes intelectuais na área cultural, e que nutria uma "paixão" intelectual por Madonna, declarou que Daniela Mercury é a artista que Madonna gostaria de ser.
Em 2010 o trio-elétrico de Daniela comemorou 60 anos e, a artista, 20 anos de carreira. Em entrevista Daniela declarou que produzirá um filme sobre a história do Axé,projeto que ainda não tem diretor definido.Para o Carnaval de 2010, Daniela, ao lado de Marcelo Quintanilha, compôs "Andarilho Encantado", single cantando pela primeira vez no "Pôr do Som", show realizado no Farol da Barra, em Salvador.
Na sua carreira, a cantora já fez diversas participações em projetos sociais.
Daniela Mercury é filha de Liliana Mercuri de Almeida, uma assistente social de ascendênciaitaliana, e António Fernando de Abreu Ferreira de Almeida, um mecânico português. Mercury cresceu no bairro de Brotas com os quatro irmãos: Tom, Cristiana, Vânia (que também é cantora) e Marcos. Quando tinha oito anos de idade, Mercury começou a estudar dança. Aos treze, após assistir um show de Elis Regina, decidiu se tornar cantora, e aos quinze começou a se apresentar em bares.
Em 1984, aos dezenove anos de idade, casou-se com o engenheiro eletrônico Zalther Portela Laborda Póvoas. Um ano mais tarde, em 3 de setembro de 1985, deu à luz Gabriel, o primeiro filho. No ano seguinte, nasceu Giovanna. Em 1996, Mercury e Póvoas se separaram. Em 2009, Mercury se casou com o publicitário italiano Marco Scabia, nove anos mais novo que ela, em Roma.


Mariene de Castro-Ilha de maré



Desde pequena a sambista baiana Mariene Bezerra de Castro (12 de maio de 1978) queria ser bailarina. Começou a estudar balé aos cinco anos de idade. Seu contato com a música veio do ambiente familiar. "Na minha casa todo mundo cantava ou tocava algum instrumento", conta. Aos doze anos, Mariene quis aprender a tocar violão e pediu a sua mãe para ser matriculada numa aula de violão. Porém, quando chegou à escola, se interessou também pelas aulas de canto. E foi lá que ela descobriu que possui um timbre de voz muito raro, o contralto. Sua mãe não tinha dinheiro o suficiente para pagar os dois cursos, o de violão e o de canto, e o professor de canto acabou convencendo-as para que ela fizesse apenas o de canto. 

Carreira

Mariene começou sua carreira profissional como vocal de apoio para Timbalada,Carlinhos Brown e Márcia Freire. Certo dia, um amigo de sua mãe, Vicente Sarno, conseguiu uma data para ela no projeto Pelourinho Dia e Noite. Foi seu primeiro show, em dezembro de 1996. No dia do show, dois produtores franceses procuraram-na, dizendo que estavam atrás de uma artista emergente. Então Mariene seguiu para a França. Depois de se apresentar em mais de 20 cidades francesas, onde foi aclamada pela crítica especializada e comparada a Edith Piaf, cantora francesa reconhecida internacionalmente, Mariene voltou ao Brasil, onde se apresentou nos palcos importantes da capital baiana como o Teatro ACBEU (Projeto Terça da Boa Música), Concha Acústica do Teatro Castro Alves (Projeto Sua Nota é um Show de Solidariedade), Sala Principal do Teatro Castro Alves (Mercado Cultural) e no Teatro XVIII com a temporada do show A Força que Vem da Raiz. No interior do estado, cantou no Teatro Dona Canô, em Santo Amaro, e está sempre presente no Festival de Inverno de Lençóis.

Com uma forma peculiar de interpretar e uma voz firme e singular, Mariene foi firmando seu nome e conseguiu destaque no cenário musical após conquistar em 2004, o Prêmio Braskem de Música e ter a oportunidade de gravar seu primeiro CD “Abre Caminho”. Na estréia do trabalho a artista conseguiu vender mais da metade das cópias disponíveis para o mercado. No ano seguinte, o trabalho foi premiado como o melhor disco regional no Prêmio TIM de Música. No mesmo ano, a artista comandou a Lavagem da Igreja de Santa Madalena em Paris, uma festa espelhada na Lavagem do Senhor do Bonfim. Quem acompanha o trabalho de Mariene sabe que ela faz parte de um seleto grupo de cantoras-intérpretes e prova disso é o reconhecimento da crítica e de artistas como Beth Carvalho que em 2006 a convidou para participar da gravação do último Dvd/Cd Beth Carvalho “Canta o Samba da Bahia”, quando foi considerada uma das mais gratas revelações da música local.
Em 2008 fez uma turnê pela Espanha e cantou na trilha do longa metragem Mujeres Del Mundo, com a música “Elas Contam”, e na trilha sonora do filme “Ó Paí,Ó ”, onde cantou a música “Ilha de Maré”. Participou atuando no filme de Póla Ribeiro, “Jardim das Folhas Sagradas”, cantou no Dia do Samba no Projeto Música do Parque, levando mais de 15 mil pessoas ao Parque da Cidade e, nesse mesmo dia, a convite de Beth Carvalho, cantou com o Quinteto em Branco e Preto, nos Arcos da Lapa, no Rio de Janeiro. No dia 29 de maio de 2010, Mariene lançou seu segundo álbum, “Santo de Casa - Ao Vivo”, com a sala principal do Teatro Castro Alves completamente lotada.

Gravação DVD Santo de Casa

Mariene de Castro estava em casa na tarde de 15 de fevereiro de 2009 quando entrou em cena no Teatro Castro Alves, o palco mais nobre de Salvador, capital da Bahia mítica e afro-brasileira celebrada pela cantora em seu festivo repertório. Era um dia especial: naquela tarde, a artista gravava seu primeiro DVD, Santo de Casa, lançado pela Universal Music neste mês de fevereiro de 2011, dois anos após a gravação ao vivo daquela festa-show em que Mariene de Castro mostrou sua devoção à cultura popular que rege a Bahia. É como verdadeira baiana que ela entra na roda sagrada do samba de sua terra. Que é também a terra de Dorival Caymmi (1914 – 2008) e do celebrado Roque Ferreira, não por acaso os dois compositores mais recorrentes no repertório de Santo de Casa.
Sem precisar fazer milagre, Santo de Casa abre os caminhos de Mariene de Castro no Brasil e na Universal Music, a gravadora com a qual a artista assinou contrato em 23 de julho de 2010. Produzido pela própria Mariene, em parceria com Gerson Silva e Jurandir Santana (diretor musical do show), a edição em DVD da gravação ao vivo do show Santo de Casa é o trabalho mais completo desta cantora que pisou pela primeira vez no palco do Teatro Castro Alves aos cinco anos de idade, como dançarina. Em 2004, Mariene voltou a cantar no nobre palco baiano para lançar seu primeiro CD, Abre Caminho (2004), gravado e editado por vias independentes.
Por seu caráter audiovisual, o DVD Santo de Casa ao Vivo adquire importância especial na discografia de Mariene de Castro, cantora calorosa, moldada para a cena. Mariene é do tipo de cantora que alia o canto à dança e a um gestual que dá cor e brilho às suas interpretações. Basta ver o delicado bailado de mãos (as de Mariene) que adorna Chico e Chica, uma das inéditas fornecidas por Roque Ferreira para o roteiro do show. Dança e música se complementam em cena.

Parceria Univesal Music

Com 15 anos de carreira, vários prêmios de reconhecimento e uma carreira de sucesso, uma das maiores gravadoras do Brasil, a Universal Music, abriu os olhos, ou melhor, os ouvidos, para o talento desta grande sambista ao convidá-la para fazer parte do seu casting de artistas, ficando responsável pela distribuição nacional e internacional do CD e DVD ao vivo “Santo de Casa”.
Resgatando tradições, amadurecendo como artista e cantando o que gosta, Mariene de Castro lançou o DVD "Santo de Casa - Ao Vivo", e em seguida a artista pretende lançar um CD com composições de Roque Ferreira, compositor com o qual mais se identifica, predominante de sua discografia e de seus shows.

O carnaval de Salvador


Carnaval de Salvador é uma festa popular que é organizada anualmente em Salvador. Já foi considerado o maior do mundo pelo Guiness Book, porém, perdeu o título para o Rio de Janeiro. Os foliões festejam em três principais circuitos: Dodô (Barra-Ondina), Osmar (Campo Grande-Avenida Sete) e Batatinha (Centro Histórico). 


Pau elétrico

Instrumento criado por Dodô para evitar a microfonia existente no violão elétrico utilizando o cêpo maciço que possibilitava a reprodução do som de forma perfeita. Inspirado no violão elétrico docarioca Benedito Chaves, o pau elétrico ou guitarra baiana possibilitou o desenvolvimento de uma nova forma de “fazer carnaval”.


Trio elétrico

Criado por Dodô e Osmar a famosa fobica, remodelação de um velho Ford Bigode 1929, tornou-se o primeiro trio elétrico. Totalmente mudado e pintado para a festa, a fobica virou o palco perfeito para àguitarra baiana. Esta invenção transformou o carnaval de rua de Salvador. Que hoje em dia é agitado por vários cantores famosos na Bahia. Os shows dados em cima do trio elétrico passam pelas ruas dos bairros como BarraOndina e Campo Grande. Atraindo uma grande multidão de pessoas, tanto anônimas quanto outros artistas e personalidades.